Tecnologia em Saúde

sienews

Saúde e Direito

Saúde do Idoso

Saúde da Mulher

Saúde da Criança

Psicologia

Pesquisa Científica

Oncologia

Odontologia

Nutrição

Medicina

Fisioterapia

Farmácia

Enfermagem

Biomedicina

publicidade

Pesquisadores desenvolvem novas drogas que reduzem mortalidade do ebola

Pesquisadores desenvolvem novas drogas que reduzem mortalidade do ebola

“De agora em diante, não podemos mais dizer que o Ebola é incurável”, disse Jean-Jacques Muyembe, diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Biomédicas da República Democrática do Congo.

Na segunda-feira (12), a OMS (Organização Mundial da Saúde) e os Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) declararam que pesquisadores da República Democrática do Congo conseguiram desenvolver um método clinicamente acurado para combater o Ebola.

A doença é viral se apresentando na forma de uma febre hemorrágica fatal e altamente contagiosa, e até então não existia tratamento capaz de curar os doentes, apenas uma vacina anti-ebola experimental havia sido capaz de impedir o contágio.

Os cientistas compararam os resultados dos testes de três medicamentos agindo em pacientes portadores da febre com o tratamento vigente efetuado com o ZMapp, droga que havia tido maior taxa de sucesso em combater a doença até então.

A taxa de mortalidade do Ebola varia de 67 a 75%, aqueles medicados com o ZMapp já apresentavam uma redução para 49%. Uma mortalidade ainda muito alta, apesar de menor comparada com a do Remdesivir (outra droga usada para combater o vírus).

Os dois novos fármacos utilizados são chamados de REGN-EB3 e mAb114, e são capazes de neutralizar a infecção do vírus nas células humanas agindo em conjunto com os próprios anticorpos do organismo.

Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA (da sigla em inglês, NIAID), anunciou que comparados as taxas de mortalidade do ZMapp (49%) e do Remdesivir (53%), houveram menos mortes nos tratamentos efetuados com os compostos REGN-EB3 (29%) e mAb114 (34%).

Melhor do que isso, quando pacientes em que o tratamento foi realizado imediatamente após a aparição dos primeiros sintomas esses números caíram para 11 e 6% com o mAb114 e com o REGN-EB3, respectivamente.

Mike Ryan, diretor de emergências de saúde da OMS, afirma que “essas notícias são mais um passo para salvar mais vidas”. Porém ressalta que apesar de o “sucesso ser claro” ainda existe muita tragédia envolto nesse processo e muitas pessoas se afastando dos centros de tratamento ou que não são atendidas a tempo.

Fonte: Galileu e ONU News.

Leia Mais:

Siga o Saúde In Evidência no Google News

Receba nosso conteúdo em primeira mão

publicidade

publicidade

Mais Bombadas

A RDC 978/2025 e a gestão da qualidade em análises clínicas no Brasil: implicações técnicas e regulatórias.

NOBEL DE MEDICINA

Avanço no tratamento do câncer de sangue revoluciona a biomedicina

Queremos ouvir você!

Sua experiência nos ajuda a melhorar. Conte o que podemos fazer para tornar seu atendimento ainda mais acolhedor.