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Morte súbita durante ou após exercício físico

Morte súbita durante ou após exercício físico

Apesar de benéfico, o exercício físico (EF) regular traz consigo algum risco de morte súbita (MS) durante ou logo após o fim da prática. Isto é sugerido por pequenos estudos envolvendo doença coronariana (DAC) como causa em autópsias de jovens atletas competitivos que apresentaram MS, o que levanta a possibilidade alta de viés, uma vez que a maioria dos casos parece envolver atividade de caráter não-competitivo e muitos sobrevivem ao episódio. Mas a pergunta permanece: o risco é maior ou não?

O Circulation acaba de publicar os resultados do estudo realizado em Paris e arredores com todos os casos de morte súbita por DAC desde 2011 no qual se comparou a MS relacionada ao EF (ocorrida durante ou até uma hora após o término) com MS não relacionada ao EF numa proporção 1:3 ajustada para idade e sexo. Dados sobre coronariografia de ambos os grupos foram analisados e comparados.

Morte súbita e exercício físico

  • Total de 13.400 casos de MS, sendo 154 relacionadas a EF;
  • Entre os praticantes, a mediana de idade foi menor (51,2 X 69,8 anos) e com mais homens (96,1% X 64,1%);
  • DAC em 71,1% dos casos e com taxas semelhantes de DAC obstrutiva (estenose luminal >50%), DAC multivascular e oclusões crônicas;
  • A taxa de SCA com supra de ST/novo BRE foram semelhantes (47,9 x 49,3%);
  • A descendente anterior foi o “vaso culpado” mais comumente encontrado na coronariografia, sobretudo nos casos relacionados a EF, sendo que estes apresentaram menos DAC multivascular;
  • No grupo EF, apenas 6,1% dos pacientes sabiam ter DAC, 71% tiveram algum sintoma (dor torácica intermitente) nas 4 semanas precedentes e 50% começaram a apresentar sintomas cerca de uma hora antes da morte súbita. Apenas 50% dos sintomáticos chamaram um serviço de emergência.
  • Nos pacientes com DAC no grupo EF, metade apresentou supostamente IAM tipo 2 (desbalanço oferta e demanda) e a outra metade apresentou instabilidade de placa.

Limitações

Não houve autópsia. Não houve estudos complementares durante coronariografia (US, FFR, OCT). O efeito causal da DAC não pode ser estabelecido em alguns casos e ficou como diagnóstico de exclusão.

Conclusão

Os dados aqui discutidos apontam para características semelhantes entre morte súbita associada a doença coronariana em pacientes que estavam praticando ou tinham recém-terminado exercício físico e os que não estavam praticando. Chama a atenção a quantidade de sintomas de DAC precedendo a MS nas quatro semanas anteriores, ressaltando o potencial de previsibilidade/prevenção se a população for bem informada sobre sintomas de alarme.

Fonte:Pebmed

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