Tecnologia em Saúde

sienews

Saúde e Direito

Saúde do Idoso

Saúde da Mulher

Saúde da Criança

Psicologia

Pesquisa Científica

Oncologia

Odontologia

Nutrição

Medicina

Fisioterapia

Farmácia

Enfermagem

Biomedicina

publicidade

‘Doença do cobre’ causa acúmulo tóxico do mineral no corpo

‘Doença do cobre’ causa acúmulo tóxico do mineral no corpo

Essencial para a saúde imunológica, óssea e neurológica, o cobre pode ser encontrado em alimentos frescos e levemente processados, e em pequenas quantidades, contribui para o bom funcionamento do corpo. Rara, a doença de Wilson impede o corpo de eliminar o cobre extra, gerando acúmulo em órgãos como fígado, cérebro e olhos. Sem diagnóstico e tratamento, o excesso do micronutriente gera sintomas de envenenamento, prejudicando a função hepática, neurológica e psiquiátrica.

De origem genética, a doença de Wilson é classificada como autossômica recessiva — isto é, os pais biológicos portam o gene defeituoso e passam para o filho afetado. Neste caso, o gene mutado é o ATP7B, responsável pelo transporte do cobre. “Em um corpo saudável, o fígado filtra o cobre em excesso e o excreta pela bile. Com a doença de Wilson, o fígado não consegue remover o cobre extra de maneira adequada, o que gera acúmulo nos órgãos. Histórico familiar, especialmente se um parente de primeiro grau – um pai, irmão ou filho — tiver a doença, serve como alerta, já que para apresentar os sintomas, o corpo precisa atingir níveis elevados de cobre” explica Francisco de Assis Aquino Gondim, professor associado em Neurologia da Universidade Federal do Ceará.

Os sinais e sintomas da condição, geralmente, aparecem pela primeira vez entre 6 e 45 anos, com maior ocorrência na adolescência. Raros, mas registrados, são os casos de bebês e idosos diagnosticados. As características incluem uma combinação de doença hepática e problemas neurológicos e psiquiátricos.

O professor Gondim reforça que, os sintomas difusos, aliados ao desconhecimento da doença, por muitas vezes atrasam o diagnóstico do paciente. “O comprometimento hepático é tipicamente a característica inicial da doença de Wilson. Os sintomas incluem pigmentação amarelada da pele ou da parte branca dos olhos (icterícia), fadiga, perda de apetite e inchaço abdominal. Neurologicamente, os pacientes também podem apresentar dificuldade para andar, problemas de fala, capacidade de raciocínio prejudicada, além de depressão, ansiedade e alterações de humor. Na diversidade dos sintomas, os pacientes comumente enfrentam diagnósticos errôneos, como hepatite C, paralisia cerebral ou distúrbios psiquiátricos.”

Outro importante sinal da doença de Wilson é o aparecimento do denominado anel de Kayser-Fleischer – em muitos pacientes, os depósitos de cobre na superfície frontal do olho formam um anel verde a acastanhado em volta da íris (parte colorida do olho). Também podem ocorrer anormalidades nos movimentos dos olhos, como capacidade restrita de olhar para cima.

O diagnóstico da doença deve ser confirmado por meio do estudo do histórico médico da família e análise clínica, além de exames de sangue, por imagem e biópsia do fígado, quando realizado precocemente, permite um melhor prognóstico ao paciente.

A doença de Wilson não tem cura, e uma vez diagnosticado, o indivíduo segue, atualmente, em tratamento contínuo, feito por meio de medicamentos que eliminam o excesso de cobre pelos intestinos e rins, suplementos de vitamina E, e dieta, evitando alimentos que apresentam maior concentração de cobre, como chocolate e frutos do mar.

Fonte: NEWSLAB

Leia Mais:

Siga o Saúde In Evidência no Google News

Receba nosso conteúdo em primeira mão

publicidade

publicidade

Mais Bombadas

Como o exercício conversa com os genes e influencia o envelhecimento

Avanços na Prevenção do HIV: Ciência se Aproxima de Proteção Quase Total

🎗️ Brasil pode registrar mais de 780 mil novos casos de câncer por ano até 2028, alerta INCA

Queremos ouvir você!

Sua experiência nos ajuda a melhorar. Conte o que podemos fazer para tornar seu atendimento ainda mais acolhedor.