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🧪 Pomada cicatrizante desenvolvida pelo Instituto Butantan

🧪 Pomada cicatrizante desenvolvida pelo Instituto Butantan

Pesquisadoras do Instituto Butantan (São Paulo, Brasil) criaram uma pomada com alto poder cicatrizante que, em testes, foi capaz de curar feridas sem deixar queloides ou cicatrizes grandes — uma das principais limitações dos produtos atualmente disponíveis no mercado.

📌 Origem da tecnologia
O desenvolvimento começou em 2010 no Laboratório de Desenvolvimento e Inovação (LDI) do instituto.
A molécula ativa utilizada na formulação foi isolada de um fungo chamado Exserohilum rostratum, encontrado na Caatinga brasileira — um bioma rico em biodiversidade e pouco explorado em pesquisas farmacêuticas.
Essa molécula não é originalmente um medicamento, mas foi identificada por ter efeitos relacionados à regeneração celular, peça-chave no processo de cicatrização.
🔬 Como funciona a pomada
Ação tópica: aplicada sobre feridas na pele.
Estimula produção de colágeno no tecido lesionado, ajudando na regeneração da pele de forma mais uniforme.
Resultados promissores em estudos pré-clínicos mostraram que o produto é seguro para uso e produz mais colágeno do que as pomadas cicatrizantes já disponíveis no mercado.
A tecnologia não induziu a formação de queloides — aquelas cicatrizes densas e elevadas que se formam em algumas pessoas.
📈 Parcerias e desenvolvimento
O Butantan formou um acordo de parceria para o desenvolvimento do produto com a startup brasileira BiotechnoScience Farmacêutica, fundada pela pesquisadora Tainah Colombo Gomes.
A startup está conduzindo o desenvolvimento da pomada seguindo as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para registro como produto dermatológico.
O instituto obteve patente da formulação junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
O licenciamento para comercialização prevê que a empresa parceira pagará royalties ao Butantan pela utilização da tecnologia.
📅 Situação atual e próximos passos
Até o momento, os estudos concluídos são pré-clínicos — ou seja, realizados em laboratório e modelos experimentais, com resultados iniciais positivos, mas que ainda exigem mais validação.
A fórmula ainda aguarda registro na Anvisa para poder ser vendida como produto.
Estimativas e reportagens indicam que o pedido de registro pode ser encaminhado à agência entre final de 2024 e início de 2025, mas datas específicas dependem da conclusão dos estudos e processos regulatórios.

🧠 Por que essa pesquisa é importante
A cicatrização de feridas é um processo essencial após lesões, cirurgias ou cortes, mas muitas vezes resulta em cicatrizes visíveis ou queloides dolorosos.
Uma pomada que acelera a regeneração natural da pele e reduz ou evita cicatrizes visíveis pode ter impacto significativo tanto na estética quanto na qualidade de vida dos pacientes.
A utilização de moléculas de origem natural e bioprospecção de biomas brasileiros, como a Caatinga, destaca o potencial da biodiversidade brasileira para inovações farmacêuticas.

 

Fontes oficiais e reportagens sobre a pomada cicatrizante
📌 Instituto Butantan (fonte original da pesquisa)

Relato direto da pesquisa, com detalhes sobre o desenvolvimento da pomada, teste pré-clínico e parceria com a BiotechnoScience Farmacêutica.
📌 R7 Notícias

Reportagem que descreve o uso de fungo da Caatinga e os resultados dos testes, além de citações de pesquisadoras envolvidas.
📌 Conselho Federal de Farmácia (CFF)

Notícia com foco no desenvolvimento do produto de acordo com normas da Anvisa e potencial impacto do tratamento.

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